O que fazer quando seu cachorro tem uma convulsão
Se o seu cachorro teve uma convulsão, é fundamental saber como agir para garantir a segurança dele e minimizar riscos. Muitas pessoas entram em pânico ao ver um pet nessa situação, mas manter a calma e seguir algumas orientações pode fazer toda a diferença.
A convulsão em cães ocorre devido a uma descarga elétrica anormal no cérebro, podendo ser causada por epilepsia, intoxicação, problemas metabólicos, tumores cerebrais, entre outros fatores. O episódio pode ser assustador, pois o animal pode tremer descontroladamente, salivar excessivamente, perder a consciência e até urinar ou defecar involuntariamente.
A boa notícia é que, na maioria dos casos, as convulsões são breves e o cachorro se recupera. No entanto, é essencial saber como agir para evitar ferimentos e procurar atendimento veterinário o quanto antes.
Como reconhecer uma convulsão em cães?
Antes de aprender o que fazer, é importante identificar se seu cachorro realmente está tendo uma convulsão. Alguns sinais comuns incluem:
- Contrações musculares involuntárias e descontroladas
- Salivação excessiva ou espuma na boca
- Perda de consciência
- Movimentos involuntários das pernas (como se estivesse correndo)
- Perda do controle da bexiga ou intestino
- Pupilas dilatadas e olhar fixo
- Vocalizações incomuns, como latidos ou choros involuntários
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O que fazer durante uma convulsão?
Se o seu cachorro está tendo uma convulsão, siga estas etapas:
- Mantenha a calma – É essencial não entrar em pânico para conseguir ajudar o animal de forma eficiente.
- Afaste objetos perigosos – Retire móveis, objetos cortantes ou qualquer coisa que possa machucá-lo.
- Não tente segurar o animal – Segurar ou tentar conter os movimentos pode causar ferimentos tanto para você quanto para o cão.
- Proteja a cabeça – Se possível, coloque um travesseiro ou toalha sob a cabeça para evitar impacto contra o chão.
- Mantenha um ambiente silencioso e escuro – Sons altos e luzes fortes podem prolongar a crise.
- Evite colocar as mãos na boca do cão – Diferente dos humanos, os cães não engolem a língua durante convulsões, e tentar abrir a boca pode resultar em mordidas acidentais.
- Marque o tempo da convulsão – Se durar mais de cinco minutos, procure um veterinário imediatamente, pois convulsões prolongadas podem causar danos cerebrais.
O que fazer após a convulsão?
Depois que a convulsão passar, seu cachorro pode ficar desorientado, com medo e até agressivo temporariamente. Algumas medidas importantes incluem:
- Dê tempo para ele se recuperar – Não tente interagir imediatamente; apenas observe de longe.
- Ofereça água e um local confortável – Deixe o ambiente tranquilo para que ele possa descansar.
- Anote os detalhes da convulsão – Registre a duração, sintomas e possíveis gatilhos para ajudar o veterinário no diagnóstico.
- Entre em contato com o veterinário – Mesmo que a crise tenha passado, é fundamental buscar orientação profissional.
Possíveis causas das convulsões
As convulsões podem ocorrer por diferentes motivos, como:
- Epilepsia canina – Doença neurológica crônica que pode causar convulsões recorrentes.
- Intoxicação – Ingestão de substâncias tóxicas, como chocolate, pesticidas e produtos de limpeza.
- Hipoglicemia – Queda brusca no açúcar do sangue, comum em cães pequenos ou diabéticos.
- Problemas hepáticos e renais – Doenças nesses órgãos podem levar a desequilíbrios metabólicos.
- Tumores cerebrais – Especialmente em cães idosos, podendo causar convulsões frequentes.
- Doenças infecciosas – Como cinomose, que pode afetar o sistema nervoso.
Se o seu cachorro teve mais de uma convulsão em um curto período ou apresenta outros sintomas preocupantes, exames médicos serão necessários para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.
Tratamentos e prevenção
O tratamento das convulsões depende da causa subjacente. Algumas opções incluem:
- Medicação anticonvulsivante – Para cães diagnosticados com epilepsia ou outras doenças neurológicas.
- Mudanças na dieta – Alimentação balanceada pode prevenir problemas metabólicos que causam convulsões.
- Evitar substâncias tóxicas – Manter produtos perigosos fora do alcance do animal.
- Monitoramento veterinário – Consultas regulares para ajustar o tratamento conforme necessário.
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Saiba mais sobre
Cães podem morrer durante uma convulsão? Sim, mas é raro. A maioria dos cães se recupera bem, mas crises longas podem ser fatais.
As convulsões sempre indicam epilepsia? Não, várias doenças podem causar convulsões, incluindo intoxicações e problemas metabólicos.
Posso dar algum remédio caseiro? Não. Nunca medique seu cão sem orientação veterinária, pois isso pode piorar a situação.
O que fazer se meu cão tiver convulsões frequentes? Consulte um veterinário para investigar a causa e iniciar um tratamento adequado.
A alimentação influencia nas convulsões? Sim. Deficiências nutricionais e hipoglicemia podem ser gatilhos para crises.
É possível evitar convulsões em cães? Algumas causas podem ser prevenidas, como intoxicações e desequilíbrios alimentares, mas doenças neurológicas crônicas requerem tratamento contínuo.
Cães idosos têm mais chances de ter convulsões? Sim, especialmente devido a doenças degenerativas e tumores cerebrais.
Posso continuar passeando com meu cão normalmente? Sim, desde que o veterinário autorize e o cão esteja bem controlado com a medicação.
Preciso registrar todas as convulsões? Sim, manter um diário pode ajudar o veterinário a entender a frequência e os padrões das crises.
Meu cão pode viver bem com epilepsia? Sim. Com o tratamento correto, cães epilépticos podem ter uma vida longa e feliz.
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